A Câmera – Presente de Natal

Estou um pouco atrasada com os posts do Blog, em especial sobre os livros, digo atrasada com um certo pesar porque acho que cultura não tem tempo, não vence. Tenho pensado um pouco sobre essa questão do tempo, porque estamos imersos em uma quantidade de informação tão grande que tenho a sensação de estar sempre no limiar da loucura.

Estou me embrenhando por uma área nova, a de mexer em câmeras fotográficas, não vou dizer fotografia propriamente porque entendo que fotografamos milhares de cenas diariamente com nossos olhares e corações. Como minha memória, com o passar dos anos, está menor pretendo registrar alguns desses olhares com uma câmera.

Espalhei essa idéia entre os amigos e acabei ganhando deles alguns livros sobre fotografia com câmeras. Daqui para frente, sempre que eu falar fotografia, estou me referindo ao uso de câmeras fotográficas com a consciência plena de que todos nós somos fotógrafos da vida.

Um presente muito especial foi daquele meu amigo, o mesmo do Zuu, do Ocean Pacific (leiam esses posts aqui no blog). Uma série de livros sobre fotografia de um autor que transformou a fotografia de paisagem, digo, o modo como a paisagem é fotografada e o posicionamento da arte fotográfica para valorização dos espaços. O cara é o Ansel Adams e o livro em questão é “A Câmera”.

Apesar de preto e branco, é possível entender o olhar dele. Vou exercitar o meu olhar e conto para vocês aqui como anda a empreitada…

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Ansel Adams foi um fotógrafo eminentemente técnico. Suas fotografias são todas produzidas com esmero, dotado de um cuidado extremo com os detalhes mais ínfimos, nenhum elemento parece poder escapar do controle. Esse controle começa no conhecimento detalhado das possibilidades de uso da câmera, e quanto menos automática ela for, quanto mais controles manuais ela possuir melhor para o fotógrafo, pois assim será capaz de realizar o controle criativo imagem.  Fonte: Wikipedia

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A Câmera, Ansel Adams

Editora: Senac
Ano: 2003
ISBN: 8573591242

Bar Portal 4 – Um lugar que vale a pena!!

Todos sabemos que a lista de bares em Brasilia esta cada dia mais completa. Com diferentes estilos, preços… temos bares para todos os dias, tribos e momentos. Confesso que apesar de desbravadora sou bem tradicionalista quando o assunto é bar, porém tive a oportunidade de conhecer o bar Portal 4, na 404 sul.
Não faz  muito tempo que foi aberto na cidade. Portal 4 tem uma proposta diferente. No almoço, você paga o buffet e come à vontade. Uma mesa farta de saladas, opções quentes e algumas carnes na brasa. Ahh! E um buffet de massas… farto, não?! 
Já a noite fica mais interessante, tem a opção de buffet de petiscos (acredito ser o primeiro na cidade) por um valor super em conta.
Pense que delícia! Cervejinha gelada e uma variedade de petiscos para você se esbaldar. Até salgadinhos de festa eles servem na mesa. Adorei!!! Vários dos meus amigos que foram, também gostaram.
Não posso deixar de frisar o fato de o atendimento ser muito legal.

Vale a pena conferir e deixar um comentário aqui ok!!!!

Portal 4  
404 sul (em frente ao Bar Nu Céu)

O Papalagui – Nossa bestagem!

Ecrich Scheurmann reuniu os comentários de Tuiavii o chefe da tribo dos Tiavéa

O papalagui é o homem branco, na tradução literal seria o homem que furou o céu (forte isso!) porque os indígenas ao verem as velas das embarcações no horizonte, pensaram que os europeus desembarcavam por um furo que havia no céu. De fato fizemos um furo no céu e vamos pagar esse karma ainda…

Acontece que é da nossa cultura, supostamente civilizada, fazer furos no céu. Menores ou maiores. Além disso, somos donos das posturas mais arrogantes diante da imensidão azul.

Para começar a falar do livro preciso me referir a uma amiga muito querida Izabella. Izabella foi minha professora de Antropologia, estudar um pouquinho de nada de antropologia me colocou em cheque, em uma zona de desconforto grande porque são abertos aqueles segredos mais profundos do comportamento humano. Com ela, minha amiga, entendi que para saber quem eu sou, preciso reconhecer a diferença. É a diferença que nos mostra a igualdade, não parece razoável pensar assim?

Antes de me dizer nipo-luso-brasileira sei que não sou tucumana, nem linkan-antai, nem tutsi nem… antropóloga! Isso porque eu coloco os antropólogos em uma classe especial de seres que parecem tão absolutos… (vamos relativizar essa idéia, né?). No livro O Papalagui, Erich Scheurmann, o antropólogo, deseja estudar, conhecer e analisar (despir seria a palavra mais adequada) os Tiavéa mas, Tuiavii, o chefe, decide conhecer nossa civilização para decidir se autorizava ou não a entrada do antropólogo.

Ao relatar nossa civilização ele escancara o nosso modo de lidar com o corpo, o tempo a alimentação e até os relacionamentos. Somos seres estranhos mesmo, para muita coisa colocamos uma cerca ou um separador. O garfo para separar nossas mãos da comida, a cadeira para separar nossas nádegas do chão, as roupas para separar nossos corpos do vento. Fazemos isso com quase tudo e é assim que nos separamos da felicidade!

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O Papalagui
Editora: Marco Zero
Autor: TUIAVII
ISBN: 8527900580

Rayuela Livraria e Bistrô

Rayuela é o nome de uma brincadeira infantil Argentina conhecida no Brasil como Jogo da Amarelinha e também um título do mais famoso romance do escritor Julio Cortázar. Só que eu não vim aqui pra falar sobre esses dois assuntos e sim pra difundir o Rayuela Livraria e Bistrô.

Um espaço que surgiu e permanece com a proposta de enaltecer a cultura em Brasília, reunindo em um único espaço a música, arte, literatura, café, bar, restaurante, bistrô, enfim, uniram o que é bom!

O Rayuela hoje está incorporado por vários ambientes como cafeteria com livraria (onde tudo começou), um cantinho com música ambiente pros “namorandinhos cuti cuti” tomarem um dos vinhos que compõem a carta com 66 rótulos ou os diversos drinques de café (andar superior), do outro lado do “beco aconchegante” algumas mesas na parte superior pra um bate papo mais relaxado (agora agregado ao ambiente originário) e o subsolo com musiquinha ao vivo que lembra muito os Pubs ingleses (pra quem gosta de algo mais descontraído).

Essa combinação de cultura e gastronomia tem rendido bons frutos, valendo complementar que expandiram tanto que chegaram a Super Adega, a eventos como o Cena Contemporânea de 2008 e agora estão com mais uma novidade, o buffet no almoço incluindo sobremesa no valor de R$ 26,00.

Ahhhh… não poderia deixar passar… o banheiro também pode ser considerado como um outro ambiente desse universo de percepções, visto que possuem em suas paredes uma gama de poemas interessantíssimos. Então galerinha jump… Vamos respirar cultura nos deliciando com um bom cardápio com pratos denomidados por grandes romances da literatura, bons vinhos e cafés e boa literatura.

Rayuela Livraria e Bistrô
412 Sul
Aberto de segunda a sábado
Comunidade orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=529590
Tels: 3245-4335 / 3346-9006

Guia criativo do viajante brasileiro na América do Sul

Você ainda não fez o roteiro, mas sempre quis fazer uma viagem bacana? Em tempos de crise a América do Sul é uma ótima pedida (sem crise também). Lugares mágicos, montanhas, rios, lagos, vulcões… Destino jump!

Para acompanhar você nessas aventuras, há um guia muito bacana (um livro com o nome: guia criativo do viajante brasileiro na América do Sul) feito por e para brasileiros! Eu estive há pouco tempo no Deserto do Atacama, quando conferi as informações do livro estavam corretas, com preços atualizados, dicas bem elaboradas de quem esteve lá de fato e pesquisou com vontade o lugar. Até umas coisinhas extra, fora de roteiro tinha no livro… Qual será, então, a sua próxima aventura?

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Guia criativo do viajante brasileiro na América do Sul
ISBN: 8587896024
ISBN-13: 9788587896025
Livro em português 906 páginas | Brochura
5ª Edição – 2008

De todos os cantos do mundo, mawaca!

Nessa busca por referências musicais, diversidade e reconstruções é que podemos colocar MAWACA. Conversando com uma amiga, sobre o blog, os planos, a vida ela me falou sobre esse grupo. Anotei no canto do papel vencido do supermercado (eu não perco esses papeis) e fui ouvir a musica delas… Absolutamente incrível! Vou colocar um post sobre isso já já. Mas o que eu achei interessante é que também há um livro… com o título deste post.

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As canções do Mawaca se transformaram em tema do livro ‘De todos os cantos do mundo’ editado pela Companhia das Letras. Com textos de Heloisa Prieto e Magda Pucci, o livro apresenta as histórias das canções Zemer Atik; Star of Slane; Allunde; Alluya, Murucututu; Eh Boi!; Frére Jacques; e Koi txangaré; Hotaru koi; Bre Petrunko Çarandilhera e Arenita Azul – as duas últimas inéditas.

O livro foi idéia da premiada escritora Heloísa Prieto, admiradora e incentivadora das viagens musicais do Mawaca desde o início das atividades do grupo.

Ao perceber um interesse crescente das crianças pelo repertório do Mawaca, Heloisa e Magda decidiram desenvolver esse projeto específico para elas que agora poderão se enveredar pelas culturas de vários países como Irlanda, Japão, México, França, Portugal, Bulgária, Brasil e Israel através das canções mais queridas do grupo.

Assim, o grupo mostra que a música talvez seja a linguagem universal, aquela que transcende as fronteiras geográficas e políticas. Por isso, Platão, o filósofo, dizia: “A música é a alma do universo”. ’De todos os cantos do mundo’ é um convite para abrir a cabeça, o coração e os ouvidos a sons vindos de todos os cantos do mundo. Um livro para todas as idades, sobre os cantos de todos os cantos da terra.

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fonte: http://www.mawaca.com.br

Cuba por Korda

Uma ilha de inexpressivo tamanho, ali mergulhada no caribe se transformou em uma potência mundial nos esportes, na medicina e na educação. Como isso foi possível? Esse não é um comentário subversivo ou referenciado nas teorias marxistas, mas esse mistério é parcialmente desvendado na magia da visão do fotógrafo Korda em seu livro sobre fotografia em Cuba. Além de contar histórias muito interessantes sobre as fotografias ele tece comentários sobre a magia de Cuba. Vale a pena conferir o livro.

Pode ser que você não conheça o Korda, mas certamente conhece aquela foto famosa do Che Guevara, aquela que está em todo canto, desde adesivos a camisetas e canecas.. é dele! Dizem que ele não ganhou nenhum tostão com a foto, mas estaríamos falando dele agora se não fosse ela?

Che guevara por Korda

Título: Cuba por Korda
Autores: Christophie Loviny e Alessandra Silvestri-Lévy
Editora: COSACNAIFY
Encadernação: Brochura
Páginas: 160